sokillme eu vou escrever todo um texto auto-biográfico gigantesco egocêntrico sobre a minha pessoa. já já.
15.8.08
Eventos em família são bonitinhos fofinhos mimimi, mas eles sempre geram um estresse que nenhuma outra coisa na vida é capaz de proporcionar. Já começa pela sua mãe abrindo a janela do seu quarto as ONZE DA MANHÃ DE UM DOMINGO, exigindo que você acorde, e claro, frisando o tempo todo o quanto você é um filho sem espécie de consideração NENHUMA o ano todo e que, naquela data, somente naquela data (entenda como dia das mães, dia dos pais, natal, páscoa), você poderia fingir que é um filho lindo que ama toda a família e quer confraternizar aquele momento MÁGICO com todos eles. E lá ela fica, por horas e horas descrevendo toda a escrotidão do seu ser. Aí você levanta, porque numa certa altura da vida você percebe que discutir com os pais é a maior perda de tempo ever. Você NUNCA vai estar certo. Sério, NUNCA. Eles têm sempre razão, quer você queira quer não. Essa deve ser a regra suprema da cartilha de “seja um pai de sucesso” e eu não vejo a hora de ter filhos pra mandá-los lustrarem os meus sapatos.
Mas enfim, você cede as vontades da sua família porque afinal, é Natal né? Os pais não entendem que o fato de você não estar afim de encontrar aquela parentaiada toda, não significa que você goste menos deles. Dos pais, claro. A parentaiada eu botaria num busão pro Alasca com meio quilo de manjubinha e olhe lá. Mas enfim, tudo isso só pra chegar no ponto crucial da coisa toda: os parentes. Eu amo meus avós, minhas tias, sou completamente apaixonada pelos meus primos. Sério, sou total Felícia com eles. Mas eu não consigo aturar os agregados. Tudo que vai além de tias, primos e avós, eu enquadro na categoria de agregado. Irmã da avó? Agregada. Prima do pai? Agregada. Filho da prima do pai? Nem preciso dizer, né. E nem é que eles são chatos não. Ou não TÃO chatos. Meio chatinhos, sabe? Fulano fica bêbado, pega o violão e toca Legião Urbana a noite toda. Aquela criançada correndo de um lado pro outro e berrando que gostou mais do presente que o irmão ganhou. Mas o meu principal problema com eles AINDA não é esse. Eles são o tipo de gente que quer mostrar que é chique, sabe? Quando não passam de uns pobres que subiram graças ao trabalho semi-escravo. Ok, parabéns, belo mérito, é o que eu busco na vida também. Aí ta, eles resolvem fazer um pré-ceia de Natal diferente e, claro, propõem uns petiscos mexicanos. Comida japonesa não é mais COOL, é coisa do passado. A onda do momento é comida mexicana. E eu nem OUSO reclamar porque eu amo comida mexicana, japonesa, e qualquer tipo de comida. Aí eles fazem lá a guacamole, e como salgadinho, ao invés de comprar no mínimo Doritos (o doritos original é difícil de achar, até entendo), eles compram um Doritos GENÉRICO, que é tipo vinte e cinco centavos mais baratos. WOW, economizou vinte centavos ein? Já dá pra começar a pagar o consórcio pro carro do filhão. Aí ao invés de levarem coca-cola, que porra, NÃO TEM ERRO. Coca-cola faz todo mundo feliz, todo mundo aaama, todo mundo pede bis. Mas nah, pra que levar coca-cola quando se tem BARÉ-COLA? Ou SIMBA-COLA? Ou DOLLY-COLA???? PUTA QUE ME PARIU, isso me sobe o sangue. Eu juro pra vocês! Quando eu vejo aquele refrigerante encostado na geladeira porque obviamente ninguém vai beber, nem mesmo eles que levaram, caralho, me dá vontade de sair esfaqueando todo mundo.
E na real só to escrevendo tudo isso porque eu to indo viajar hoje, e viagem com jovem é sempre esse tipo de coisa. Põe o Simba-limão no carrinho pra misturar com a BALALAIKA (moskowita, baikal, natasha e derivados). Tipo, eu fazia esse tipo de coisa quando eu era pirralha e bebia uma dose de vodka, chegava em casa, vomitava e acordava linda no dia seguinte. Quando a gente cresce, as doses aumentam, e com elas vem a ressaca, que é diretamente proporcional à qualidade da bebida que você toma. Tudo isso pra uma economia tão pequena que não vai dar pra comprar nem um cheeseburger do Mc Donalds, sabe. Quando é uma festa gigante, com grandes quantidades de bebida, até vai, a economia no final pesa mesmo. Mas festinha pra 20 pessoas? Ah, num fode né.
Então fica aqui o meu apelo por uma vida melhor.
Depois de ler um desabafo do Iulo, fiz um comentário aparentemente nonsense. Para não parecer um lunático, explicarei minha teoria: me considero parte da Geração ET do Fantástico.
Fazem parte dessa geração os nascidos entre 1984 e 1986, aproximadamente, mas pode respingar um pouco pra cima ou um pouco pra baixo. A característica que melhor identifica seus integrantes é ter sido assombrado pelos ETs do Fantástico. Os que eram só um pouquinho mais velhos achavam ridículo, os que eram só um pouquinho mais novos ainda não tinham muita consciência de nada, mas o pessoal 84-86 estava numa idade muito impressionável e ficava apavorado com os relatos sobre alienígenas que apareciam todo domingo na TV em meados da década de 90 - em especial o ET de Varginha e o terrível, apavorante e macabro ET da Autópsia.
Este grupo, na verdade, está num grande limbo. Não pertenceu a nenhum grande movimento, não foi pioneiro em nada, e hoje vive com os pés bem plantados no chão. É a geração intermediária entres os grunges da MTV dos 90’s e os emos da MTV dos 00’s. Embora tenha participado da explosão da informática, veio depois dos verdadeiros “dinossauros” que já programavam os velhos 486 e máquina anteriores, mas também chegaram antes do pessoal que já pôde ter máquina digital, orkut e fotolog com 10 anos de idade.
Em termos televisivos, pegou a “reba” dos anos 80: Thundercats, Xuxa, Angélica, He-Man, Chaves, Caverna do Dragão, Cavalo de Fogo, Changemen, Jaspion, e por aí vai. Nada de propriamente seu. Em termos musicais, foi submetido à tortura do axé, da dança da bundinha, da perninha, do “bota a xeca pra sambar, ô-ô”. Em termos políticos, não participou do impeachment do Collor, não abraçou nenhuma grande causa das massas. Aqueles que ainda tentaram algo e se engajaram pela eleição do Lula em 2002 tomaram um tufo. Está totalmente desiludido com as instituições, porque nunca viu nenhuma que oferecesse qualquer possibilidade de melhorar concretamente a vida das pessoas.
Atualmente, essa geração está na fase de dar um rumo a suas vidas. Estão vivendo um grande dilema: apesar de não querer virar adulto de uma vez por todas, já não somos mais como os adolescentes “de hoje em dia”, que já fazem aos 12 anos coisas que a geração ET nem sonhava em fazer naquela época. Além disso, não queremos nos tornar um desses “adolescentes” de 25 anos que há por aí - queremos (ou já temos) nossa independência, pô. O que resta é tentar se virar: quase todos já trabalham; estão estudando ou recém se formaram; estão começando a definir o que é que realmente querem fazer pro resto de suas vidas.
parte boa veio no futebol: a primeira Copa do Mundo que o pessoal da Geração ET do Fantástico lembra com detalhes foi justamente a do tetra. Nem tudo está perdido.
Texto sensacional, que eu roubei daqui, quando tava procurando algo sobre a autópsia do ET que passou no Fantástico sei lá quando, e me tirou o sono por SEMANAS. Só não me impressionou mais do que a história dos palhaços que sequestravam crianças e roubavam seus rins, que como todos que aqui lêem já sabem, fez com que eu adquirice o estranho hábito de dormir com o travesseiro na cabeça.
Whatever, incrível é assistir a autópsia do et hoje em dia, e notar que o Fantástico sempre foi esse programa patético, muito preocupado em trazer informações REALMENTE importantes para a massacrante maioria da população brasileira que não pode se deliciar com a programação da tv por assinatura e suas reprises de domingo.
"Ele pode comprar até minha mãe", diz travesti sobre Ronaldo
DÉBORA BERGAMASCO
O travesti André Luiz Albertino, conhecido como Andréia Albertine, declarou ontem à Folha, por telefone, ter feito um programa com Ronaldo, atacante do Milan e campeão com a seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1994 e 2002.
Andréia, que falou ter 21 anos, procurou a polícia do Rio alegando que o jogador -que a levou com outros dois travestis para um motel na Barra da Tijuca- lhe devia dinheiro. "Ele não pagou porque ficou com raiva das minhas outras duas amigas, que pegaram o dinheiro dele e foram embora."
Folha - O que aconteceu nesta madrugada entre você e o Ronaldo?
Andréia Albertine - Ficamos juntos no hotel de domingo pra segunda, das 4h30 até as 9h30 -até a hora da confusão na portaria, quando até gravei um vídeo com meu celular, porque estavam tentando me tirar do jogo porque ele é rico, ele é o Ronaldinho e ele pode comprar até minha mãe contra mim. Ele parou [no ponto], eu nem reconheci. Abaixou um pouquinho o vidro e falou: "Entra, entra, entra". Entrei, olhei pra cara dele e falei: "Gente, é o Ronaldinho! Tô passada". Daí falei: "Mas, menino, você nem sabe quanto eu cobro". E ele disse: "Relaxa, gata, dinheiro não é problema pra mim".
Folha - Quanto você cobra?
Andréia - Oral é R$ 30, sexo no carro é R$ 50 e uma hora comigo é R$ 100. Mas ele não pagou porque ficou com raiva das minhas outras duas amigas [também travestis], que pegaram o dinheiro dele e saíram "voada". Em vez de ir comprar [drogas com o dinheiro do atacante], elas foram embora. Ele pagou R$ 1.300 pra elas -R$ 300 pelo que elas tinham "dado" e mais R$ 1.000 pra irem buscar cocaína.
Folha - Ele estava nervoso?
Andréia - Não vou mentir. Dava pra ver que ele estava alterado de bebida, com um leve cheiro. Ele falou que deixou a namorada em casa e depois me pegou. Ele foi supereducado o tempo todo, foi fino, foi tranqüilo. Não agrediu, não fez nada. Foi só ativo com minhas amigas.
Folha - Então ele viu que eram travestis?
Andréia - Viu. Só eu que ele achou que era mulher, as outras duas ele viu que eram "trava", "boneca".
Folha - Ele pedia discrição? O que conversavam?
Andréia - Coisas normais. Daí, quando ele cheirou, começou a viajar. Dizia: "Pelo amor de Deus, vocês não vão aprontar pra cima de mim, não". Eu falei: "Bebê, se você semear amor, vai colher amor. Agora, se você aprontar com a gente, a gente vai aprontar com você". Só que ele aprontou comigo, que fui a mais boazinha, a mais boba.
Folha - A confusão começou a que hora?
Andréia - A partir das oito e pouco, quando eu voltei pro hotel. Elas [os outros dois travestis] já tinham ido embora e ele não queria me pagar.
Folha - Se elas já tinham ido embora, ele estava te esperando?
Andréia - Ele não estava me esperando, ele já estava indo embora. Quase que não pego ele. Graças a Deus, eu estava com o documento do carro dele [um Ford Fusion]. Mesmo que ele tivesse ido embora, eu tinha como provar que estava com ele, porque tô com o documento.
Folha - Você está nervosa?
Andréia - Lógico. Ele me disse que ele era o Ronaldinho e eu só era uma piranha de rua. Tô apavorada, ele é rico.
Folha - Por que você deixou a delegacia de polícia no meio do depoimento?
Andréia - Porque tentaram pegar meu celular para apagar [o vídeo], porque o Ronaldo é influente e poderoso. Que que eu fiz? Saí "voada", por isso que eu fugi da delegacia.
Uma enorme piada interna talvez não tão interna assim...
Mira, se a gente comparar com o casamento da Porto em que cada um pagou a sua própria comida, e o salão ainda tinha lampadadinhas do natal e quadros de japoneses falecidos PLUS/ AND pastor + banda com cegos pegada Pedro_de_Lara. Ela pode casar na Associação Dos Amigos da Vila Augusta do lado da minha casa que vai ser FINO, HYPE & Skype.
Se bem que naquele nosso histórico classico lápide do msn sobre o casamento da Porto, nós fizemos projeções mil e até cabrito assado ia ter! Mas na realidade aconteceu NADA daquilo, então é capaz de que seja no mínimo repleto de salmão com maracujá e batidas de lichia . Apostando QUE o convite vai ter cheiro de alfazena com ervas finas.
Pois eu já aposto no mais moderno e arrojado. Cerimônia sei lá, no MAM, a noiva de mini-vestido rosa chóque e o noivo, claro, com roupas descoladas COMBINANDO COM AS DELA, pq não sei se vc já reparou mas eles só andam combinando. O bolo vai ser uma reprodução daquela clássica imagem de um casal se beijando do Roy Lichtenstein, os docinhos serão feitos de strass comestíveis e, de lembrancinha, mini maquiagens MAC pras mocinhas, e piercings no septo de graça pros mocinhos. Eu quero apostar e achar ele estará de calças brancas, daí as tias dela vão ficar falando "ele não é a cara do Tom Cruise " e alguma sobrinha teen emo em fase Renan vai rebater "só se for do COCAIA 10 A". Se pá ainda sobra uma grana para contratar um DJ que cobrará caro por se dizer descolado, e na hora H vai tocar FUNK. porque funk ainda é uma aposta para festas de novos ricos.
Eu aposto a geladeira!
Claro que eles vão querer uma daquelas super retrô! Mas vão usá-la como armário para seus cd. Dentre a decoração, apenas talheres, pratos e copos da toc stok. móveis feitos sob encomenda por algum DESIGNER DE MÓVEIS renomado, provavelmente PAUL DIMEO do Extreame Makeover. As paredes da casa serão uma de cada cor, e o sofá será ao invés do convencional, dois divãs (pro casal refletir sobre sua vida) e puffes ao redor, onde os convidados assistirão ao casal super refletindo sobre como ter um relacionamento melhor.
Comida apenas macrobiótica, que será vomitada logo em seguida.
Muita maldade no coração. Aliás, don´t ask. Só queria eternizar um dos melhores mailings que eu já tive durante o meu horário de trabalho. Fui obrigada a me retirar do recinto, e até agora tenho resquícios de alegria estampados na minha face. Se eu for demitida, culpem a Joyce e o Célio.
Obrigada.
As piores semanas são aquelas as quais a gente tá exausto, com dor nas costas, nos braços, nos dedos, no pescoço, com vontade de deitar na areia e ficar ouvindo o barulho do mar até escurecer e os pernilongos te jantarem loucamente... e quando você percebe: oops, ainda é TERÇA-FEIRA!
Sério, viver é, em sua grande parte, uma merda. E aí chega o fim de semana e, quando você vai comemorar que pode dormir doze horas seguidas... oops, ele já acabou!
Viver só deve ser bom pra Paris Hilton...
Você passa a vida toda dizendo que se por acaso um dia o seu avião cair numa ilha deserta e você tiver que se alimentar de carne humana, você prefere comer grama e larvas. É uma coisa cem porcento certa na sua cabeça, e as pessoas dão inúmeros argumentos, dizendo que você pensa assim porque quando a gente ta de fora numa situação, fica muito mais fácil dar soluções que PAREÇAM mais viáveis. Porém, quando você VIVE essa situação, inúmeros fatores acabam levando você a acabar se traindo.
E aí, incrivelmente, o avião finalmente cai. Acho que você cogitou tanto essa possibilidade sempre, que ele acabou caindo. Parece que alguém quer te testar, sabe??? Que tem alguém apontando o dedo pra vc e rindo “há há, se fode! Agora eu quero ver se você não vai MESMO comer carne humana!”. E basicamente, eu realmente concordo que viver uma situação acaba sendo sempre diferente do que a gente sempre pensou. Eu sou uma pessoa que sempre, SEM-PRE, em tempos vagos, fica criando situações malucas e escrotas, gerando problemas, pra então buscar as possíveis soluções desses problemas. Tudo isso nessa minha cabeça doentia. E claro, resolver esses problemas de mentirinha é sempre engraçadinho. A gente pensa cheia de convicção, sabe??? Se um avião caísse, na minha cabeça eu não comeria carne humana nem por decreto. Claro que só pensar nisso é muito fácil.
E bom, basicamente, o ano acabou de começar e eu já me vi duas vezes em situações dessas que eu cogitei passar por anos e anos. Em discussões de mesa de bar eu sempre defendi a minha posição, de maneira fria e racional. E claro que sempre tem aquele que diz “você fala isso porque nunca aconteceu com você”. E quando aconteceu eu tremi na base! Muita angústia, nervoso, aqueles choros descontrolados que fazem barulho e te deixam com a cara inchada e dor de cabeça, sabe? Até vomitar de tanto nervoso eu vomitei! E puxa vida, tudo tão rápido! Me assusto em pensar que só estamos na metade de MARÇO e eu já passei por umas coisas que olha, nem em anos, viu? Mas enfim, pra concluir, fiquei muito feliz comigo mesma ao perceber que, mesmo com todo o sentimento que envolveu qualquer uma das situações, todo o susto, a tristeza e a confusão, eu acabei agindo com a minha razão. Não fui fria, tomei decisões que realmente me fazem feliz, e ainda assim não acabei me traindo. Sei lá, tenho pensado muito nisso esses dias, e tava realmente querendo escrever sobre isso. Claro que ninguém vai entender nada desse post, mas tudo bem, só tava precisando disso mesmo. E vale ressaltar que tudo acontece do jeito certo, de uma forma ou de outra. Eu estou feliz, em dois meses cresci o que não cresci em dois anos, to pensando muito na minha vida, e no rumo que eu quero que ela tome, mas acima de tudo, estou muito feliz por ter passado por isso ao lado de pessoas que cada dia que passa eu mais vejo o quanto são certas pra mim. E é engraçado o quanto as coisas mudam. A gente passa muito tempo valorizando certos aspectos que, no fim, acabam sendo os mais inúteis, e criando divergências que tornam tudo mais divertido. O “você é o que você gosta” do Nick Hornby já não me serve mais! Haha. Esses dias de descobertas, e sentir reciprocidade nas menores coisas, e se sentir completa, têm sido dias muito bons. Sem sombra de dúvida, 2008 já se tornou um ano inesquecível. E deixo aqui registrado no meu primeiro post do ano, que esse ano eu prometo que será um ano foda. Uma promessa de mim pra mim mesma. Vou me cobrar diariamente por isso.
Tá vai, o ano acabou. E ele voou de forma ABSURDA. Aliás, sem sombra de dúvida esse foi o meu pensamento mais constante em 2007: como passou rápido! Tudo aconteceu de forma muito rápida também, e esse ano foi bem... linear, eu diria. Bem equilibrado, sem muitos altos e baixos. Aliás, pouquíssimos baixos (baixos esses que apesar de poucos, foram baixíssimos! Haha). Mas foi um ano bem proveitoso. Fiz o curso de fotografia que eu queria há tanto tempo, aproveitei bem as férias de verão (férias de verão é muito sessão da tarde né!!!), consumi o resto de MILO que eu tinha que consumir (agora também eu ando transbordando Milo, e só vou pra lá em casos extremos de aniversários/comemorações x), fiz duas viagens absurdamente memoráveis pro Rio de Janeiro, revi os gaúchos, estive bastante com a minha família, ganhei uma prima nova e japonesa (mestiça, ok), me afastei de algumas pessoas (naturalmente, OR NOT), algumas pessoas se afastaram de mim, conheci algumas pessoas legais também, fiquei viciada em comida japonesa, emburreci absurdos, não estudei nem uma VÍRGULA de coisa nova nesse segundo semestre. Ouvi MUITOS discos, mas gostei de pouquíssimos. Vi alguns filmes, mas poucos realmente bons. Li bastante livros até, me apaixonei pelo Capote, e me desapaixonei pelo Kurt Cobain (aliás, to lendo o Mais pesado que o céu pela segunda vez em 2007), chorei com O velho e o mar, e pensei “Wouldn´t it be nice to be Dorian Gray just for a day?” (citação descolada aos Libertines. Hahaha). Reli o Apanhador no campo de centeio também, pela trigésima vez. Haha. Li muito as notícias do G1, principalmente as bizarras, e a parte de música. Joguei mais videogame do que estava habituada, joguei menos baralho do que estava habituada. Saí menos pra balada, saí mais pra comer. Fui em poucos shows, vi poucos shows bons. Fiquei mais gorda, dormi mais e fiquei com mais preguiça! Me apaixonei, namorei e quero continuar assim, me apaixonando e namorando com o menino mais maluco, mais lindo e da minha família predileta. E em nenhum momento de 2007 eu realmente desejei que esse ano acabasse, porque ele foi tão agradável que eu viveria nele por mais uns meses assim, sem nem reclamar.
E tá, um agradecimento em especial à Lily Allen, Amy Winehouse e Kate Nash, meus verdadeiros vícios musicais de 2007. Ao Rapture e ao Eagles of Death Metal, pelos melhores shows de 2007. Ao LCD Soundsystem, ao 1990´s e ao The Rakes pelos melhores discos de 2007, ao Radiohead, por lançar um disco INTRAGÁVEL e só reforçar a minha teoria de que quando nego quer inovar demais DÁ MERDA NA CERTA. Ao Selton Melo e ao Cheiro do Ralo, por terem participado de um dos filmes mais legais do ano, aos responsáveis por “Desperate housewives”, “Heroes” e “Lost”, as grandes séries de 2007, à Britney, por todos os BAFÕES, ao Wilco, por ter lançado o disco mais lindo do século XXI. Agradeço também a Lan e ao Mau, que não foram as pessoas que eu mais encontrei em 2007 mas foram sem sombra de dúvidas as que mais me divertiram, MESMO DE LONGE. E claro, agradeço a você, caro leitor, por tantos momentos de diversão em 2007. Um ano que foi uma MONTANHA-RUSSA pra esse blog. Momentos passados aqui esse ano ficarão com certeza guardados em nossas memórias. Quem sabe não role um encontro so kill me um dia, né? Sem brigas, ameaça de morte, sem sangue e cabeças rolando. Ainda creio nisso. E depois eu volto com umas listinhas que ninguém vai ler mas eu vou postar mesmo assim, porque não tenho nada melhor pra fazer.
A verdade é que eu deixo de fazer uma porrada de coisas importantes porque tenho SÉRIOS PROBLEMAS em acordar cedo. E to falando sério! Não é frescura adolescente. Eu simplesmente NÃO CONSIGO ver com bons olhos essa coisa de ACORDAR CEDO. Na minha cabeça, quanto mais tempo eu economizar FICANDO ACORDADA, melhor pra mim. E por essas e outras, quando eu vou no médico uma vez por ano pra fazer esses exames de rotina, pra ver se ta tudo bem, e coisa e tal, eu acabo demorando MESES pra concluir os exames, que normalmente demoram poucos dias, e tudo. Mas ta, por uma benção divina, essa semana eu acordei as CINCO E MEIA da manhã pra fazer uns exames cheios de firulas que a senhora minha médica me pediu. E caramba, como é MALA ter que fazer exame. A começar por essa coisa de ficar doze horas sem comer. Sério, gente. DOZE HORAS. E eu juro que não é fácil! Ta, quando eu durmo muito eu fico até mais tempo do que isso sem comer. O problema é ter que parar de comer as seis da tarde pra fazer o exame as seis da manhã. Uma coisa crítica. Então, devido a esse fato, eu decidi que tinha que ir me deitar antes das dez da noite, pra acordar bem também, né. E foi o que eu fiz. E fui lá, fiz os exames, tirei sangue dos dois braços graças as minhas veias FINAS, tomei o lanchinho maravilhoso que o laboratório dá, e vim trabalhar feliz e contente. Daí então HOJE eu já pude acessar o resultado do exame de sangue e WOW, to muito cheia de saúde. Colesterol, triglicéris (não sei se é assim que se escreve), tudo em perfeita harmonia com o meu corpinho sarado. E aí, como sempre,pra comemorar eu vou até a padaria mais próxima e como o que tiver de mais gorduroso. As nove da manhã. E hoje eu pedi um bolinho de queijo. O segredo do bolinho de queijo é você dar uma mordida nele e virá-lo de cabeça pra baixo, com a mordida pra baixo e tal. Todo o óleo que fica preso no espaço vazio do bolinho de queijo (entre a massa e o queijo duro-pseudo-derretido) vai escorrer. Não que isso torne o bolinho uma coisa mais saudável, mas deve ajudar né. Aliás, isso me fez concluir o quanto esses salgadinhos de padaria de bairro pobre são uma enganação. Por fora eles parecem super sequinhos, crocantes e saborosos, mas basta uma mordida pra que aquele rio de óleo soya escorra no cantinho da sua boca. Cena linda e super sexy. Como ver o Marcelo Camelo tomando uma canja de galinha, sei lá.
Enfim, queria deixar aqui registrado também o quanto eu adoro essas rotinas de padaria. Você fica amiga do balconista, e quando ele te vê já vai logo pegando sua coca de garrafinha de vidro, botando o seu pão na chapa, e ouvindo você dissertar sobre o quão feliz você está por suas taxas de colesterol estarem todas em ordem. É sensacional!
Eu não ligo pra modinhas. Sério, não tenho essa síndrome do se-é-moda-não-presta, ficou-famoso-não-gosto-mais,. Claro, tenho um certo problema, já relatado aqui por mim algumas vezes, com quando as menininhas adoro-músicas-que-falam-por-mim começam a entupir os shows das bandas que eu gosto e me deixar sem ingresso, mas ah, natural vai?
Porém, a massa tem uma mania muito chata: gastar a piada. Sério. Eu e meus miguxos sempre dissertamos sobre essa coisa de gastar a piada. Quando a piada é muito boa, a gente fica na dúvida entre usá-la em todo e qualquer momento possível e cansar dela em questão de poucas semanas (deixo aqui bem claro que isso era apenas uma possibilidade, já que a gente MEIO QUE não cansou das piadas até hoje), ou em se policiar pra usá-la apenas em ocasiões realmente boas, e fazer com que o momento em que ela foi usada seja tipo o AUGE DO MÊS, sabe? Aquele dia que vai ser eternizado e lembrado por vocês numa reunião para celebrar seus trinta anos de amizade. Mas ta, piadas a parte, o POVO BRASILEIRO não sabe muito bem como eternizar coisas boas. Na verdade até sabe, mas faz da pior forma possível. Por exemplo, numa certa época de minha vida, uma triste época sem caixas de som no computador do trabalho, sem mp3 player e sem perspectiva de uma vida musical decente durante o expediente, eu era obrigada a ouvir o rádio. Diariamente. Eu sou uma dessas pessoas que não consegue ficar muitos minutos sem ouvir algum barulho, seja da televisão, de um filme ou de música. E como até então eu não tinha planos de ter uma televisão na minha sala do trabalho (quem tem planos pra isso??? Hahaha), tinha que me contentar com o fucking rádio. E puxa, era um sério problema. Porque por mais ESCUTÁVEL que a rádio seja, no começo parece super agradável, você fica feliz que estão tocando uma música que você adora e que você nunca imaginou que fosse ouvi-la numa rádio um dia. É tudo muito bonitinho e colorido, a primeira semana é agradabilíssima, você bate os pezinhos ao ouvir a música x, bate palminhas ao ouvir a música y e solta até umas lagriminhas ao ouvir a música z. Mas OBVIAMENTE nem tudo são flores, e eles tocam um monte de porcarias, que são aliás a massacrante maioria. Mas tudo bem, melhor ouvir ALGUMA coisa do que não ouvir nada, né??? Não, não é melhor. Não é bom quando você percebe que passou a GOSTAR de músicas que até então você tinha a CLAREZA de classificar como porcarias. E ta, esse período negro me rendeu todo um carinho especial por várias músicas da Pitty. Sim, várias. Mas assustador mesmo foi quando eu me peguei cantando AND gostando de uma música do charlie Brown jr.
Todo esse parágrafo gigante e mal pontuado existiu pra que eu deixasse aqui registrado o quanto eu não agüento mais o funk do tropa de elite. Aquele do “papapapapapapapaaaapapa”. Sério, não dá mais. Gastaram a piada mais do que devia, sabe? E o mais impressionante é que quando essa música não ta tocando, ela está sendo cantada por alguém! E isso é tipo, O TEMPO INTEIRO, não importa onde eu vá. No trabalho, na esquina, na lotação que eu peguei ontem, na padaria, no prédio e na casa do vizinho. E eu já MEIO QUE não to mais agüentando, sabe???? É muito difícil ser brasileiro. Te contar, viu.
Caralho, esse deve ter sido o ano que passou mais rápido. Sério, toda semana eu comento comigo mesma (haha) o quão rápido a semana passou, fico até meio assustada, não nego. Não sei exatamente que fator influencia nesse tipo de FENÔMENO, mas o fato é que o ano ta praticamente no fim, e com ele vem toda a cláááááássica viadagem de fim de ano. Eu fico quinhentas vezes mais bicha, choro em comerciais com o Cid Moreira declamando textos de Shakespeare, ou aquele clássico do Filtro Solar, sabe? Esses textos cheios de mensagens positivas que as menininhas adoooram botar no seu profile do orkut, pra mostrar o quanto elas todas são meigas, querem um amor maior que elas, algo imortal que não morra no final, e essa coisa toda. Aliás, é impressionante a quantidade exorbitante de menininha que adora pagar de meiga, mas que na verdade não passa de uma vadiazinha que não perde uma oportunidade sequer de abrir as pernas pra todo e qualquer macho que apareça na frente dela, seja ele gay, comprometido, nazista... Sério, essas minhas andanças intermináveis sem lenço e sem documento por orkuts alheios me fazem ter muita raiva da humanidade. E aí você me pergunta “Por quê você faz isso? Simplesmente pare de fuçar o que não te pertence, e você vai ser uma pessoa muito mais leve e vai querer colocar o texto do Filtro Solar no seu profile também”. Mas não. Eu gosto de sair clicando em orkuts. É um hobbie mesmo! Quero ver como anda o mundo que eu infelizmente habito. Isso me dá forças pra não querer ter filhos, pra evitar que ele também faça parte de um universo cheio de micareta, gente “sou eclética, gosto de tudo”. E isso me faz pensar que caralho, esse negócio de micareta ainda não acabou. Como assim??? O bom é que a galerinha micareteira é cada vez MAIS eclética, né? Eles conseguem gostar de Coldplay, Chicléte com Banana, Bruno e Marrone, Benny Benassi e um Fundo de Quintal pra rebater, porque o negócio é curtir samba de raiz né. E claro, Nx Zero, a nova mania nacional. A partir do momento que o Nx Zero vai no QUAL É A MÚSICA do Sílvio Santos, você percebe que a coisa ta realmente saindo do controle. Ver a platéia mais lotada de consumidores EM POTENCIAL de Kolene/ Coquetel de frutas cantando freneticamente musiquinhas entupidas de rimas de verbos no infinitivo, é algo que não tem preço. É que eu ainda não tive o PRAZER de vê-los no Domingo Legal. Sério, to fantasiando com o Liminha balançando os braços ao som de Nx Zero. Aliás, percebi que esse negócio de Tv por assinatura me deixou muito distante do mundo que eu faço parte. Já tinha esquecido de todo o meu PAVOR ao Liminha, ao Netinho de Paula e ao Tony Ramos. Se bem que meu pavor pelo Tony Ramos foi bem amenizado com o passar dos tempos. Sei lá, a gente vai envelhecendo e dando importância pra outras coisas, percebendo que o excesso de pêlos não deve ser um fator determinante para estimar alguém, né. É, é a evolução do meu ser...
E tudo isso só pra dizer que WOW, vou fazer anos daqui umas poucas semanas, e de um ano pra cá a única coisa que mudou pra caralho foi que eu devo estar mais perdida sobre o que fazer da vida do que no ano passado. Que medo! Mas deixo aqui registrado que esse ano eu sou uma pessoa apaixonada, e após alguns natais libertinos, terei um natal de gente decente. Hahaha. Que venha a boiolice dos dois últimos meses do ano. AEAEAE. Ceis vão ter que me engolir!
Alguém PELO AMOR DE DEUS dá uma surra com um taco de beisebol no Dave Grohl, por favor? Tudo bem, que a banda já devia ter acabado faz tempo já não é mais segredo pra ninguém. Mas QUE CARALHO DE DISCO RUIM É ESSE, pelo amor do meu santo cristo??? Sério, esse ano tá realmente uma piada de muito mal gosto em matéria de discos, mas já é a SEGUNDA BANDA que um BOM NÚMERO DE PESSOAS no mínimo respeita, e lança um disco que é uma tremenda comédia mal feita, do tipo sei lá, "Todo Poderoso" com o Jim Carrey. Aliás, deixo aqui registrado o quanto eu ABOMINO as comédias com o Jim Carrey. E tá vai, todo mundo sabe que eu pago PAU MASTER pro Dave Grohl, que quando eu falo dele eu viro uma adolescente cheia de hormoniozinhos ferventes, cheia de calores e tudo. Mas o que tá acontecendo? Ele tá virando viado? Porque esse disco cheio de pianinho, de voz de bichinha... me poupe. Se eu quisesse ouvir isso, ía escutar o Elton John, ao menos ele canta bem. Coisa que você, seu Dave Grohl do caralho, não faz! CAGO PRA SEMPRE pra esse disco novo dos Foo Fighters. Aliás, claro, tem duas músicas boas. A tal THE PRETENDER, e ONCE AND FOR ALL. Mas até aí, já que é pra ser assim TODO DISCO, por quê diabos o Davezinho não passa a lançar apenas singles? Fodam-se os discos. Pelo amor de deus, to com vergonha. Sem mais.
Agora eu posso me considerar oficialmente uma paulistana. Após o meu descontentamento com filas, pessoas mal educadas, trânsito e-a-coisa-toda, estava me preparando para passar um agradável fim-de-fim-de-semana na praia. Marcamos de ir após um evento cheio de carnes gordurosas, bebidas e muita alegria. Claro, devo ressaltar aqui que no sábado eu engordei uns cinco quilos. Mas enfim, como somos jovens prudentes, certificamo-NOS de que teria uma pessoa sã e responsável para dirigir o carro. Tudo certinho, tudo pronto pra passar um domingo farofento na Praia Grande, a praia oficial de um bom guarulhense que se preze (divide créditos com Caraguá, claro). O dono do carro, nosso ilustríssimo colega SANDER IWASE, já havia NOS advertido a respeito de seus pneus em condições duvidosas, mas ninguém imaginou que a coisa estivesse tão precária. Saímos de casa e em questão de 10 minutos, o pneu furou e foi comido pelo maravilhoso asfalto da Fernão Dias, uma via expressa de dar orgulho em qualquer cidadão. Via expressa que além de completamente esburacada, não tem acostamento. Ou seja, o pneu foi comido até que a gente conseguisse parar, num acostamento beirando a Via Dutra, onde ao lado tinha apenas um monte de mato. E carros em alta velocidade. E claro que ali, no meio daquele nada guarulhense, surgiu um MANO, com seu caminhar de mano, sua historinha-pra-boi-dormir de mano, e seu assaltozinho cretino de MANO. Eu não me lembro de como a coisa aconteceu exatamente porque bom, como sendo o meu primeiro assalto, eu tava quase caindo de tanto que minhas pernas tremiam. Mas basicamente, o maninho chegou dizendo que aquela ali era a área dele, que ele era da favela e, CLARO, fazia parte do PCC. Caramba, o PCC ta muito HYPE, gente! IMPRESSIONANTE o quanto todo mundo faz parte do PCC. E após contar toda sua historinha, ele disse que queria os celulares e dinheiros de todo mundo. Os espertos jogaram seus celulares no mato. Eu, como uma marinheira de primeira viagem, fui passando pro maninho tudo o que eu via na minha frente. Isso inclui o meu celular, o celular do Sander (novinho e caro), e o dinheiro da minha carteira. Agora vocês me perguntam “Mas que direito vc tinha de dar o celular do Sander? E se ele quisesse morrer pelo celular dele???”, e eu lhes digo que o maninho falou a seguinte frase (BEM mais ou menos assim) “Me passem o celular de todo mundo e OS DINHEIROS, senão eu vou matar todo mundo, a começar por aquela ali!!” apontando, É CLARO, pra loser aqui. Porque a gente (eu, tchula, Célio e Gustavo) sempre analisou situações que pareciam um filme de terror, e VÁRIAS vezes a gente ficou só esperando o momento em que ia aparecer um cara com gancho no lugar da mão e ia matar todo mundo. E durante essa espera, a gente sempre analisava quem morria primeiro. Nesse grupinho eu não era uma vítima em potencial, já que tinha a loira peituda e o loser (que não era eu). Porém, no grupo em questão (eu, Sander, Leandro e um casal amigo do Leandro) eu era uma vitima MAIS que em potencial, já que as pessoas eram todas aparentemente normais, e eu era a loser que se veste esquisito e ouve musica esquisita e tem hábitos esquisitos, sabe? A que é viciada em Internet, e essa coisa toda. Enfim, em meio a 3 cidadãos padrões (sem contar com o Sander que não se encaixa em definição nenhuma), eu logicamente morreria primeiro. E ta, depois dessa ameaça sutil, eu fui dando pro maninho tudo o que eu via na minha frente. Mas com a graça do senhor, o maninho era um maninho muito do pé rapado, e não explorou o que tínhamos de melhor. E eu tava meio cega pelo medo, né? Porque se eu resolvesse dar pro maninho tudo o que a gente tinha naquele carro ele ia sair de lá muito mais feliz. Câmeras digitais, dinheiros de todo mundo (só eu e o casal demos grana, o maninho tava meio apressado), rádio. Ou até mesmo o carro do Sander, né???
Mas enfim, passado o trauma decidimos ir pra praia mesmo assim, o que acabou sendo uma sábia decisão. Após chegar na praia mais ou menos as seis da manhã, amanhecemos na praia, dormimos por duas horas, acordamos e passamos um agradável dia praiano, com direito à frituras de barraquinhas, milho verde, churrasco, tudo isso ao som de BIRDIS. E a conclusão é que eu tava afim de sair de SP com a finalidade de, justamente, sentir saudade de SP e voltar a amá-la. Mas desse jeito fica difícil, né minha gente?? Maninho ameaçando a gente de morte e levando nosso celular não é digno de sentir saudade.
O André fez um post no blog dele falando sobre vizinhos malucos, e isso me trouxe uma caralhada de lembranças da minha rua guarulhense, meu prédio-festa-da-uva e minha infância serelepe. Eu me mudei pra lá quando eu tinha tipo seis meses de vida, ou algo do tipo. Meu aniversário de um ano foi lá, com aquele festival de permanente no cabelo, laçarote, meia soquete com sandália plataforma e blusas de lurex. Muito luxo e musiquinha da Xuxa na cabeça. Mas enfim, eu morava numa rua que tinha sei lá, umas 5 casas, e o resto apenas prédios, cinco prédios mais precisamente. E creio que seja uma rua agradável, já que o pessoal que mora lá todinho cresceu junto, passamos juntos por todo o tipo de baianidade que se possa imaginar, e pelo que me parece a maioria CONTINUA morando lá. Aliás, o dia que eu mudei de lá parecia um velório. Acho que chorei mais até do que quando a Marissa morreu em The O.C. HAHAHA.
Mas enfim, crescer numa rua entupida de prédios e crianças serelepes como eu foi uma coisa muito interessante. Tudo era diversão pra gente. TUDO MESMO. Desde tacar bexigas d´água nos carros que passavam, até botar saches de mostarda no meio da rua, e quando os carros passavam em cima sujavam tudo o que estivesse ao redor. A gente GOZAVA com isso, sem brincadeira. Rolava no chão pra rir, praticamente. Fora essas merdas clássicas do tipo fazer um rato de bombril, amarrar numa cordinha e botar na calçada, pra quando alguém passar vc puxa a cordinha e a pessoa “uiii um rato”. Além, é claro, das brincadeiras de criança, sempre meio violentas, diga-se de passagem. Eu vivia com braço quebrado, pé torcido ou toda fraturada, já que além de um esqueleto humano eu só andava com meninos. Acho que sempre fui meio maloqueira. Adoraaava brincar de polícia e ladrão. A não ser quando os garotos resolviam brincar com aquelas armas com chumbinho, sabe? De pressão. Violência pura! Fora barra-manteiga, esconde-esconde, andar de patins na rua e a minha brincadeira predileta: duro ou mole. HAHAHAHA. Mas o mais sensacional foi quando a gente tava numa época empreendedora, onde a nossa única diversão era ganhar dinheiro. A gente saía pelo prédio recolhendo QUALQUER TIPO de tranqueira velha, revistas, brinquedos, papéis de carta (eu era maloqueira mas amava colecionar papel de carta. HAHA), aí a gente montava no térreo uma caixa de papelão, botava toda a nossa tranqueira velha em cima, e ficava lá, vendendo. E juro, a gente ganhava uma grana filha da puta, e torrava TUDO em uns chicletes importados que tavam na MODA na época. HAHA alguém aqui lembra disso? Uns chicletes de METRO, uns que vinham ENROLADOS, uns que eram tipo uma pasta de dente, ou uns em pó. Pai do céu, a gente se entupia de porcaria. E claro que minhas memórias infantis se resumem à comida. Esses chicletes malucos, e doritos original. Lembro dos passeios de escola, onde eu sempre levava coca-cola (que ficava quente no decorrer do passeio, mas eu tomava mesmo assim) e doritos original. E claro que ele saiu de linha, assim como tudo o que eu mais gosto acaba saindo. Ontem eu descobri que o meu sorvete-maravilhoso-de-mil-calorias MEGA EXTRA saiu de linha, e entrei em depressão profunda!
E ta, inicialmente eu pretendia dissertar sobre a questão VIZINHOS MALUCOS, mas como eu ando uma baita de uma emo bichinha, me prendi nessas coisas que dão saudade na gente, sabe? Do tipo ficar sentada na calçada do meu prédio com todo o pessoal da rua, o pessoal que morava lá e o pessoal que ia lá TODO SANTO DIA. Porque em época de colégio é todo mundo desocupado pra caralho, né. Então a minha rua era o maior POINT! Hahaha. Segunda-feira o tio do churros ia lá, a gente se esbaldaaaava nas calorias, depois sentava nossas bundas (até então magras) na calçada e ficava lá atééééé tarde da noite, jogando truco, presidente, ou só sentado lá, vendo a banda passar. E a gente reclamava que nossa vida era monótona. TSC TSC TSC. Que saudade daquela monotonia gostosa. Que saudade dos meus miguxos guarulhenses. LÁGRIMAS ESCORREM.
Fazer post de segunda-feira nunca pode ser uma boa coisa. É o dia oficial do EMO, de estar com um sono brutal e sentir saudade do fim de semana. Mas eu to de saco cheio de entrar nesse blog e ver esse vídeo do Renan, então resolvi postar só pra dar andamento aos meus arquivos pessoais. Não quero ter 60 anos e não ter nenhum registro dos últimos dias, que têm sido ótimos. Aliás, isso me faz pensar que um dia, quando eu estiver sem absolutamente nada de interessante pra fazer, vou abrir o arquivo inteirinho desse blog e salvar tudo no Word, ou no bloco de notas, pra se no caso de alguma grande catástrofe na globo.com eu perder sem querer esses arquivos. Eu perdi os arquivos que antecediam o blogger.com.br, já que antigamente eu usava blogspot. Perdi os arquivos da época do lay da Dra. Havanir. Aliás, já tive um layout do Mellon Collie dos Smashing Pumpkins que era lindo também. Preciso mudar o layout aqui né? Preciso de saco pra isso também.
Mas nesse primeiro parágrafo eu pude concluir que ta TUDO um saco. Alguém aqui concorda? Ando entediada. Preciso fazer algum curso nesse resto de semestre, só não sei ainda de quê. Mas a Internet ta um saco! E o pior é que a vida fora dela também ta! Meus finais de semana são ótimos, mas por motivos mais GAYS do que concretos, sabe? Esse ano eu fui viajar pouquíssimas vezes, fui a pouquíssimas festas realmente memoráveis, e pra completar o lugar que eu gostava de ir sempre virou uma palhaçada sem tamanho, tocando musiqueta eletrônica-pop-tosca, me senti na Dj Club. Ando na VIBE hipponguice, querendo pisar na grama, tirar a URUCUBACA com banho de mar, sentar na areia a noite, essas coisas hippies pra caralho, sabe??? Mas a minha teoria de que nada que é combinado antecipadamente dá certo ta cada vez mais me convencendo disso. Então quando a gente combina alguma viagenzinha com antecedência eu já fico até com medo, porque boto toda uma grande carga de expectativa em torno disso e acabo em casa fazendo uma lan-house session, com três computadores ligados em busca do jogo perfeito pro fim de domingo. Não que isso seja EXATAMENTE ruim, mas é bom só de vez em quando, né? Preciso sair de São Paulo pra voltar a amá-la. Eu já disse isso aqui em algum post anterior, mas sinto uma imensa vontade de repetir isso diariamente. To puta com São Paulo, com essa porcaria de tempo seco que não me deixa sequer RESPIRAR com conforto, puta em pegar trânsito DE DOMINGO. QUERO SER HIPPIE, PORRA. Ao menos pra voltar com o meu sentimento über urbano. Ultimamente só de PENSAR em sair de casa pra fazer qualquer coisa já me dá uma preguiça violenta, porque é tudo tão cheio, e cheio de gente escandalosa, de gente que demora pra fazer um fucking pedido, gente sem educação que tromba em você e não pede desculpa, de segurança folgado que segura a fila só pra dar a impressão de casa-mega-bombada-disputada. É uma bosta quando o conceito das coisas muda e ninguém te avisa de nada. Sinto falta das discussões nesse blog também. Agora a gente só fala sobre o pastel de quinta, sobre combinar de ir pro bar. Porra, cadê as discussões???? Haha. Aliás, tava falando disso com o Sander ontem. Dessa necessidade que a gente tem de discutir. Não é todo mundo que entende isso. Discutir é saúde, meu Brasil. Eu adoro discutir, adoro ser do contra só pra discutir! Haha. E o Sander entende perfeitamente esse sentimento, já que as vezes ele inventa toda uma situação só pra gente discutir, e depois de cabelos arrancados ele diz que é mentira, só queria o meu sangue NOZÓIO. Haha.
E depois de milhões de assuntos sem conexão alguma, fico por aqui, sem saber quando volto, já que vocês também estão um saco. HAHA. Vamo todo mundo pra praia ser feliiiiiiiiz.
Compilação que mixa a arte do Stop Motion com videos ao som de uma musica dançante em que se canta:"Bé, Bé, Berry Silvano-anoBé Bé Bé, Berry Silvano" featuring Mega Discussão Geo-Política Pós-Moderna-Anti-Nazista-Pró-Libertária-Pseudo-Ecológica.
hahahaha vídeo sensacionaaaaaaaal que o Renan, irmão mais novo da Joyce, fez. Célio é o rei, Renan é ídolo, e eu sou muito paga pau dos meus amigos. Puta que o pariu, viu?
(a descrição do vídeo eu não sei ao certo quem fez, mas tá sensacional. HAHAHA. Aliás, a parte onde rola uma pequena discussão com certeza não foi POSADA. Esse pessoal quando abusa sempre cai em discussões profundas-e-relevantes sobre coisas X)