sokillme
eu vou escrever todo um texto auto-biográfico gigantesco egocêntrico sobre a minha pessoa. já já.


28.9.07

Alguém PELO AMOR DE DEUS dá uma surra com um taco de beisebol no Dave Grohl, por favor? Tudo bem, que a banda já devia ter acabado faz tempo já não é mais segredo pra ninguém. Mas QUE CARALHO DE DISCO RUIM É ESSE, pelo amor do meu santo cristo??? Sério, esse ano tá realmente uma piada de muito mal gosto em matéria de discos, mas já é a SEGUNDA BANDA que um BOM NÚMERO DE PESSOAS no mínimo respeita, e lança um disco que é uma tremenda comédia mal feita, do tipo sei lá, "Todo Poderoso" com o Jim Carrey. Aliás, deixo aqui registrado o quanto eu ABOMINO as comédias com o Jim Carrey. E tá vai, todo mundo sabe que eu pago PAU MASTER pro Dave Grohl, que quando eu falo dele eu viro uma adolescente cheia de hormoniozinhos ferventes, cheia de calores e tudo. Mas o que tá acontecendo? Ele tá virando viado? Porque esse disco cheio de pianinho, de voz de bichinha... me poupe. Se eu quisesse ouvir isso, ía escutar o Elton John, ao menos ele canta bem. Coisa que você, seu Dave Grohl do caralho, não faz! CAGO PRA SEMPRE pra esse disco novo dos Foo Fighters. Aliás, claro, tem duas músicas boas. A tal THE PRETENDER, e ONCE AND FOR ALL. Mas até aí, já que é pra ser assim TODO DISCO, por quê diabos o Davezinho não passa a lançar apenas singles? Fodam-se os discos. Pelo amor de deus, to com vergonha. Sem mais.

23:19
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24.9.07

Agora eu posso me considerar oficialmente uma paulistana. Após o meu descontentamento com filas, pessoas mal educadas, trânsito e-a-coisa-toda, estava me preparando para passar um agradável fim-de-fim-de-semana na praia. Marcamos de ir após um evento cheio de carnes gordurosas, bebidas e muita alegria. Claro, devo ressaltar aqui que no sábado eu engordei uns cinco quilos. Mas enfim, como somos jovens prudentes, certificamo-NOS de que teria uma pessoa sã e responsável para dirigir o carro. Tudo certinho, tudo pronto pra passar um domingo farofento na Praia Grande, a praia oficial de um bom guarulhense que se preze (divide créditos com Caraguá, claro). O dono do carro, nosso ilustríssimo colega SANDER IWASE, já havia NOS advertido a respeito de seus pneus em condições duvidosas, mas ninguém imaginou que a coisa estivesse tão precária. Saímos de casa e em questão de 10 minutos, o pneu furou e foi comido pelo maravilhoso asfalto da Fernão Dias, uma via expressa de dar orgulho em qualquer cidadão. Via expressa que além de completamente esburacada, não tem acostamento. Ou seja, o pneu foi comido até que a gente conseguisse parar, num acostamento beirando a Via Dutra, onde ao lado tinha apenas um monte de mato. E carros em alta velocidade. E claro que ali, no meio daquele nada guarulhense, surgiu um MANO, com seu caminhar de mano, sua historinha-pra-boi-dormir de mano, e seu assaltozinho cretino de MANO. Eu não me lembro de como a coisa aconteceu exatamente porque bom, como sendo o meu primeiro assalto, eu tava quase caindo de tanto que minhas pernas tremiam. Mas basicamente, o maninho chegou dizendo que aquela ali era a área dele, que ele era da favela e, CLARO, fazia parte do PCC. Caramba, o PCC ta muito HYPE, gente! IMPRESSIONANTE o quanto todo mundo faz parte do PCC. E após contar toda sua historinha, ele disse que queria os celulares e dinheiros de todo mundo. Os espertos jogaram seus celulares no mato. Eu, como uma marinheira de primeira viagem, fui passando pro maninho tudo o que eu via na minha frente. Isso inclui o meu celular, o celular do Sander (novinho e caro), e o dinheiro da minha carteira. Agora vocês me perguntam “Mas que direito vc tinha de dar o celular do Sander? E se ele quisesse morrer pelo celular dele???”, e eu lhes digo que o maninho falou a seguinte frase (BEM mais ou menos assim) “Me passem o celular de todo mundo e OS DINHEIROS, senão eu vou matar todo mundo, a começar por aquela ali!!” apontando, É CLARO, pra loser aqui. Porque a gente (eu, tchula, Célio e Gustavo) sempre analisou situações que pareciam um filme de terror, e VÁRIAS vezes a gente ficou só esperando o momento em que ia aparecer um cara com gancho no lugar da mão e ia matar todo mundo. E durante essa espera, a gente sempre analisava quem morria primeiro. Nesse grupinho eu não era uma vítima em potencial, já que tinha a loira peituda e o loser (que não era eu). Porém, no grupo em questão (eu, Sander, Leandro e um casal amigo do Leandro) eu era uma vitima MAIS que em potencial, já que as pessoas eram todas aparentemente normais, e eu era a loser que se veste esquisito e ouve musica esquisita e tem hábitos esquisitos, sabe? A que é viciada em Internet, e essa coisa toda. Enfim, em meio a 3 cidadãos padrões (sem contar com o Sander que não se encaixa em definição nenhuma), eu logicamente morreria primeiro. E ta, depois dessa ameaça sutil, eu fui dando pro maninho tudo o que eu via na minha frente. Mas com a graça do senhor, o maninho era um maninho muito do pé rapado, e não explorou o que tínhamos de melhor. E eu tava meio cega pelo medo, né? Porque se eu resolvesse dar pro maninho tudo o que a gente tinha naquele carro ele ia sair de lá muito mais feliz. Câmeras digitais, dinheiros de todo mundo (só eu e o casal demos grana, o maninho tava meio apressado), rádio. Ou até mesmo o carro do Sander, né???
Mas enfim, passado o trauma decidimos ir pra praia mesmo assim, o que acabou sendo uma sábia decisão. Após chegar na praia mais ou menos as seis da manhã, amanhecemos na praia, dormimos por duas horas, acordamos e passamos um agradável dia praiano, com direito à frituras de barraquinhas, milho verde, churrasco, tudo isso ao som de BIRDIS. E a conclusão é que eu tava afim de sair de SP com a finalidade de, justamente, sentir saudade de SP e voltar a amá-la. Mas desse jeito fica difícil, né minha gente?? Maninho ameaçando a gente de morte e levando nosso celular não é digno de sentir saudade.

11:41
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19.9.07

O André fez um post no blog dele falando sobre vizinhos malucos, e isso me trouxe uma caralhada de lembranças da minha rua guarulhense, meu prédio-festa-da-uva e minha infância serelepe. Eu me mudei pra lá quando eu tinha tipo seis meses de vida, ou algo do tipo. Meu aniversário de um ano foi lá, com aquele festival de permanente no cabelo, laçarote, meia soquete com sandália plataforma e blusas de lurex. Muito luxo e musiquinha da Xuxa na cabeça. Mas enfim, eu morava numa rua que tinha sei lá, umas 5 casas, e o resto apenas prédios, cinco prédios mais precisamente. E creio que seja uma rua agradável, já que o pessoal que mora lá todinho cresceu junto, passamos juntos por todo o tipo de baianidade que se possa imaginar, e pelo que me parece a maioria CONTINUA morando lá. Aliás, o dia que eu mudei de lá parecia um velório. Acho que chorei mais até do que quando a Marissa morreu em The O.C. HAHAHA.
Mas enfim, crescer numa rua entupida de prédios e crianças serelepes como eu foi uma coisa muito interessante. Tudo era diversão pra gente. TUDO MESMO. Desde tacar bexigas d´água nos carros que passavam, até botar saches de mostarda no meio da rua, e quando os carros passavam em cima sujavam tudo o que estivesse ao redor. A gente GOZAVA com isso, sem brincadeira. Rolava no chão pra rir, praticamente. Fora essas merdas clássicas do tipo fazer um rato de bombril, amarrar numa cordinha e botar na calçada, pra quando alguém passar vc puxa a cordinha e a pessoa “uiii um rato”. Além, é claro, das brincadeiras de criança, sempre meio violentas, diga-se de passagem. Eu vivia com braço quebrado, pé torcido ou toda fraturada, já que além de um esqueleto humano eu só andava com meninos. Acho que sempre fui meio maloqueira. Adoraaava brincar de polícia e ladrão. A não ser quando os garotos resolviam brincar com aquelas armas com chumbinho, sabe? De pressão. Violência pura! Fora barra-manteiga, esconde-esconde, andar de patins na rua e a minha brincadeira predileta: duro ou mole. HAHAHAHA. Mas o mais sensacional foi quando a gente tava numa época empreendedora, onde a nossa única diversão era ganhar dinheiro. A gente saía pelo prédio recolhendo QUALQUER TIPO de tranqueira velha, revistas, brinquedos, papéis de carta (eu era maloqueira mas amava colecionar papel de carta. HAHA), aí a gente montava no térreo uma caixa de papelão, botava toda a nossa tranqueira velha em cima, e ficava lá, vendendo. E juro, a gente ganhava uma grana filha da puta, e torrava TUDO em uns chicletes importados que tavam na MODA na época. HAHA alguém aqui lembra disso? Uns chicletes de METRO, uns que vinham ENROLADOS, uns que eram tipo uma pasta de dente, ou uns em pó. Pai do céu, a gente se entupia de porcaria. E claro que minhas memórias infantis se resumem à comida. Esses chicletes malucos, e doritos original. Lembro dos passeios de escola, onde eu sempre levava coca-cola (que ficava quente no decorrer do passeio, mas eu tomava mesmo assim) e doritos original. E claro que ele saiu de linha, assim como tudo o que eu mais gosto acaba saindo. Ontem eu descobri que o meu sorvete-maravilhoso-de-mil-calorias MEGA EXTRA saiu de linha, e entrei em depressão profunda!
E ta, inicialmente eu pretendia dissertar sobre a questão VIZINHOS MALUCOS, mas como eu ando uma baita de uma emo bichinha, me prendi nessas coisas que dão saudade na gente, sabe? Do tipo ficar sentada na calçada do meu prédio com todo o pessoal da rua, o pessoal que morava lá e o pessoal que ia lá TODO SANTO DIA. Porque em época de colégio é todo mundo desocupado pra caralho, né. Então a minha rua era o maior POINT! Hahaha. Segunda-feira o tio do churros ia lá, a gente se esbaldaaaava nas calorias, depois sentava nossas bundas (até então magras) na calçada e ficava lá atééééé tarde da noite, jogando truco, presidente, ou só sentado lá, vendo a banda passar. E a gente reclamava que nossa vida era monótona. TSC TSC TSC. Que saudade daquela monotonia gostosa. Que saudade dos meus miguxos guarulhenses. LÁGRIMAS ESCORREM.

14:10
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17.9.07

Fazer post de segunda-feira nunca pode ser uma boa coisa. É o dia oficial do EMO, de estar com um sono brutal e sentir saudade do fim de semana. Mas eu to de saco cheio de entrar nesse blog e ver esse vídeo do Renan, então resolvi postar só pra dar andamento aos meus arquivos pessoais. Não quero ter 60 anos e não ter nenhum registro dos últimos dias, que têm sido ótimos. Aliás, isso me faz pensar que um dia, quando eu estiver sem absolutamente nada de interessante pra fazer, vou abrir o arquivo inteirinho desse blog e salvar tudo no Word, ou no bloco de notas, pra se no caso de alguma grande catástrofe na globo.com eu perder sem querer esses arquivos. Eu perdi os arquivos que antecediam o blogger.com.br, já que antigamente eu usava blogspot. Perdi os arquivos da época do lay da Dra. Havanir. Aliás, já tive um layout do Mellon Collie dos Smashing Pumpkins que era lindo também. Preciso mudar o layout aqui né? Preciso de saco pra isso também.
Mas nesse primeiro parágrafo eu pude concluir que ta TUDO um saco. Alguém aqui concorda? Ando entediada. Preciso fazer algum curso nesse resto de semestre, só não sei ainda de quê. Mas a Internet ta um saco! E o pior é que a vida fora dela também ta! Meus finais de semana são ótimos, mas por motivos mais GAYS do que concretos, sabe? Esse ano eu fui viajar pouquíssimas vezes, fui a pouquíssimas festas realmente memoráveis, e pra completar o lugar que eu gostava de ir sempre virou uma palhaçada sem tamanho, tocando musiqueta eletrônica-pop-tosca, me senti na Dj Club. Ando na VIBE hipponguice, querendo pisar na grama, tirar a URUCUBACA com banho de mar, sentar na areia a noite, essas coisas hippies pra caralho, sabe??? Mas a minha teoria de que nada que é combinado antecipadamente dá certo ta cada vez mais me convencendo disso. Então quando a gente combina alguma viagenzinha com antecedência eu já fico até com medo, porque boto toda uma grande carga de expectativa em torno disso e acabo em casa fazendo uma lan-house session, com três computadores ligados em busca do jogo perfeito pro fim de domingo. Não que isso seja EXATAMENTE ruim, mas é bom só de vez em quando, né? Preciso sair de São Paulo pra voltar a amá-la. Eu já disse isso aqui em algum post anterior, mas sinto uma imensa vontade de repetir isso diariamente. To puta com São Paulo, com essa porcaria de tempo seco que não me deixa sequer RESPIRAR com conforto, puta em pegar trânsito DE DOMINGO. QUERO SER HIPPIE, PORRA. Ao menos pra voltar com o meu sentimento über urbano. Ultimamente só de PENSAR em sair de casa pra fazer qualquer coisa já me dá uma preguiça violenta, porque é tudo tão cheio, e cheio de gente escandalosa, de gente que demora pra fazer um fucking pedido, gente sem educação que tromba em você e não pede desculpa, de segurança folgado que segura a fila só pra dar a impressão de casa-mega-bombada-disputada. É uma bosta quando o conceito das coisas muda e ninguém te avisa de nada. Sinto falta das discussões nesse blog também. Agora a gente só fala sobre o pastel de quinta, sobre combinar de ir pro bar. Porra, cadê as discussões???? Haha. Aliás, tava falando disso com o Sander ontem. Dessa necessidade que a gente tem de discutir. Não é todo mundo que entende isso. Discutir é saúde, meu Brasil. Eu adoro discutir, adoro ser do contra só pra discutir! Haha. E o Sander entende perfeitamente esse sentimento, já que as vezes ele inventa toda uma situação só pra gente discutir, e depois de cabelos arrancados ele diz que é mentira, só queria o meu sangue NOZÓIO. Haha.
E depois de milhões de assuntos sem conexão alguma, fico por aqui, sem saber quando volto, já que vocês também estão um saco. HAHA. Vamo todo mundo pra praia ser feliiiiiiiiz.

13:40
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5.9.07

Compilação que mixa a arte do Stop Motion com videos ao som de uma musica dançante em que se canta:"Bé, Bé, Berry Silvano-anoBé Bé Bé, Berry Silvano" featuring Mega Discussão Geo-Política Pós-Moderna-Anti-Nazista-Pró-Libertária-Pseudo-Ecológica.

hahahaha vídeo sensacionaaaaaaaal que o Renan, irmão mais novo da Joyce, fez. Célio é o rei, Renan é ídolo, e eu sou muito paga pau dos meus amigos. Puta que o pariu, viu?
(a descrição do vídeo eu não sei ao certo quem fez, mas tá sensacional. HAHAHA. Aliás, a parte onde rola uma pequena discussão com certeza não foi POSADA. Esse pessoal quando abusa sempre cai em discussões profundas-e-relevantes sobre coisas X)

10:17
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