sokillme eu vou escrever todo um texto auto-biográfico gigantesco egocêntrico sobre a minha pessoa. já já.
25.3.08
As piores semanas são aquelas as quais a gente tá exausto, com dor nas costas, nos braços, nos dedos, no pescoço, com vontade de deitar na areia e ficar ouvindo o barulho do mar até escurecer e os pernilongos te jantarem loucamente... e quando você percebe: oops, ainda é TERÇA-FEIRA!
Sério, viver é, em sua grande parte, uma merda. E aí chega o fim de semana e, quando você vai comemorar que pode dormir doze horas seguidas... oops, ele já acabou!
Viver só deve ser bom pra Paris Hilton...
Você passa a vida toda dizendo que se por acaso um dia o seu avião cair numa ilha deserta e você tiver que se alimentar de carne humana, você prefere comer grama e larvas. É uma coisa cem porcento certa na sua cabeça, e as pessoas dão inúmeros argumentos, dizendo que você pensa assim porque quando a gente ta de fora numa situação, fica muito mais fácil dar soluções que PAREÇAM mais viáveis. Porém, quando você VIVE essa situação, inúmeros fatores acabam levando você a acabar se traindo.
E aí, incrivelmente, o avião finalmente cai. Acho que você cogitou tanto essa possibilidade sempre, que ele acabou caindo. Parece que alguém quer te testar, sabe??? Que tem alguém apontando o dedo pra vc e rindo “há há, se fode! Agora eu quero ver se você não vai MESMO comer carne humana!”. E basicamente, eu realmente concordo que viver uma situação acaba sendo sempre diferente do que a gente sempre pensou. Eu sou uma pessoa que sempre, SEM-PRE, em tempos vagos, fica criando situações malucas e escrotas, gerando problemas, pra então buscar as possíveis soluções desses problemas. Tudo isso nessa minha cabeça doentia. E claro, resolver esses problemas de mentirinha é sempre engraçadinho. A gente pensa cheia de convicção, sabe??? Se um avião caísse, na minha cabeça eu não comeria carne humana nem por decreto. Claro que só pensar nisso é muito fácil.
E bom, basicamente, o ano acabou de começar e eu já me vi duas vezes em situações dessas que eu cogitei passar por anos e anos. Em discussões de mesa de bar eu sempre defendi a minha posição, de maneira fria e racional. E claro que sempre tem aquele que diz “você fala isso porque nunca aconteceu com você”. E quando aconteceu eu tremi na base! Muita angústia, nervoso, aqueles choros descontrolados que fazem barulho e te deixam com a cara inchada e dor de cabeça, sabe? Até vomitar de tanto nervoso eu vomitei! E puxa vida, tudo tão rápido! Me assusto em pensar que só estamos na metade de MARÇO e eu já passei por umas coisas que olha, nem em anos, viu? Mas enfim, pra concluir, fiquei muito feliz comigo mesma ao perceber que, mesmo com todo o sentimento que envolveu qualquer uma das situações, todo o susto, a tristeza e a confusão, eu acabei agindo com a minha razão. Não fui fria, tomei decisões que realmente me fazem feliz, e ainda assim não acabei me traindo. Sei lá, tenho pensado muito nisso esses dias, e tava realmente querendo escrever sobre isso. Claro que ninguém vai entender nada desse post, mas tudo bem, só tava precisando disso mesmo. E vale ressaltar que tudo acontece do jeito certo, de uma forma ou de outra. Eu estou feliz, em dois meses cresci o que não cresci em dois anos, to pensando muito na minha vida, e no rumo que eu quero que ela tome, mas acima de tudo, estou muito feliz por ter passado por isso ao lado de pessoas que cada dia que passa eu mais vejo o quanto são certas pra mim. E é engraçado o quanto as coisas mudam. A gente passa muito tempo valorizando certos aspectos que, no fim, acabam sendo os mais inúteis, e criando divergências que tornam tudo mais divertido. O “você é o que você gosta” do Nick Hornby já não me serve mais! Haha. Esses dias de descobertas, e sentir reciprocidade nas menores coisas, e se sentir completa, têm sido dias muito bons. Sem sombra de dúvida, 2008 já se tornou um ano inesquecível. E deixo aqui registrado no meu primeiro post do ano, que esse ano eu prometo que será um ano foda. Uma promessa de mim pra mim mesma. Vou me cobrar diariamente por isso.